A descartabilidade de valores e emoções está num dedilhar de teclas.
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| Lidi Lisboa e Claudio Althiery em "Homens" |
O que pode parecer a princípio uma frase feitas desses jornalistas metidos a pop-cult, na verdade é o que anda acontecendo e muito nesse novo século. É incrível como anda aflorado um caráter estritamente egoico nas pessoas, os valores mudaram, pior que mudaram sim, porque alguém que não é da geração "Crt + Alt + Del" e que foi acostumado a não descartar as pessoas, fala alguma coisa, a geração com menos de 30 anos simplesmente não entende, acham que estão certos e no auge de um pedantismo diz que é você quem faz as coisas esperando alguma coisa de volta, que está cobrando e que para fazer e cobrar era melhor não ter feito.
Os hipócritas dizem que devemos fazer as coisas sem esperar nada em troca.
Vamos parar de palhaçada?
Que tal um pouco de honestidade? Será que dói ser honesto?
Ninguém aqui é Madre Tereza para só fazer as coisas sem receber nada em troca, nenhum carinho, nenhuma atenção, consideração, respeito, reciprocidade, preocupação, amor, companhia, sei lá...
alguma "moeda de troca". Nada agressivo como uma gratidão eterna, pode ser apenas um sorriso, um obrigado, mas algum tipo de "emoção" por você ter feito algo.
Pois é, mas essa geração parece ter nascido anestesiada, querem apenas receber, fazer algo pelo outro é quase um milagre, são uns poucos que tem ainda um pingo de valor ético e moral, mas é uma minoria.
A maioria até faz, se você é útil, se lhes convém, fazer por amizade, carinho, respeito, amor ao próximo... é piada para eles.
Olham apenas para si!
Cuidam apenas de si!
Para quem faz, claro que isso acaba gerando um sofrimento, porque espera sim algo similar que nunca vai acontecer... É fato cada pessoa pensa de uma forma e do jeito que o ser humano pensa cada vez mais na sua própria existência e a possibilidade dele passar por cima dos sentimentos alheios e bem provável de acontecer! Porque vivemos um verdadeiro culto ao egoísmo, as pessoas só querem cuidar do seu próprio bem estar, são impossíveis de se sentirem bem por fazer o bem a um outro, porque com a competição que a vida se transformou, é o EU sempre, o EU é que importa. Querem construir relacionamentos de EUs, difícil encontrar alguém que conjugue o NÓS!
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| Marina Caz e Claudio Althiery em "Homens" |
"Não cobice a felicidade alheia, ninguém é tão feliz na vida quanto é no facebook, se contente com a sua felicidade do jeito que ela é, e dê mais valor as pessoas e não o que elas podem fazer por ti."

